quarta-feira, 2 de abril de 2025

Entrevista com Josué Irineu Silva - josueviolao - violaodojosue por Águeda Wendhausen

 



 O meu amigo: Josué do Violão. Por Águeda Wendshausen

Quero apresentar ao caro leitor um músico que conheço há algum tempo.... Ele nascido e morador da Trindade, e eu moradora do Saco dos Limões, ambos os bairros de Floripa. Temos as mesmas origens. Somos, em suma, “manezinhos da ilha!” e amamos nossas origens. Talvez esta seja uma das muitas razões para admirá-lo como músico excelente que também é. Josué Irineu Silva- josueviolao -  violaodojosue é natural SC, Florianópolis e caçula de seis irmãos. Tem mais de 50 anos de música. Sua carreira iniciou cedo, como calouro, nos anos 70, tocando violão e cantando quando tinha apenas 10 anos.

 

Josué, como iniciou tua carreira musical?

Minha inclinação para música vem desde muito cedo: final dos anos 60. Lembro que meu pai possuía um pequeno comércio de secos e molhados, que por aqui se chamava de “venda”. Ao final do expediente, meu pai se reunia com outros músicos. Lembro-me de um seresteiro chamado “Canhola”. Até minha mãe cantava. Tocavam, cantavam e me punham sobre o balcão. Ali foi o meu primeiro palco!” Diz Josué.

Iniciei a carreira me apresentando na antiga TV Tupi, como calouro, no início da década de 70.

A primeira música que cantei foi de Nelson Ned, Tudo Passará. Nesta época fui crooner do grupo “Los Catitos”. Com eles comecei a tocar violão e a compor. Essas composições nem recordo mais....

 

Quais os trabalhos que realizaste?

Cantava na TV (TV Tupi), em eventos cívicos na escola, para os vizinhos com um cabo de vassoura, imitando um microfone. Em Festivais, quando defendi alguns sambas acompanhados pela Banda Stagium 10, (muito famosa no Estado de Santa Catarina, naquele momento). Fiz, com Los Catitos, apresentações em algumas cidades catarinenses. Era uma carreira solo e uma num grupo (Los Catitos). Com 11 anos cantei na boite do Clube Doze de Agosto (Floripa). Lembro que usava smoking dourado nessas ocasiões.


Neste momento cantava músicas da Jovem Guarda. Nos anos 80 deixei de cantar aquele estilo e comecei a cantar Bossa Nova, o que faço até o momento, embora toque também diversas músicas de MPB.

Fiz alguns recitais (instrumentais): UFSC, assembleia Legislativa, Colégio Cristo Rei (Joaçaba).

Fiz também música para teatro: letras e músicas instrumentais e efeitos musicais. Vale lembrar que quem dirigia essas peças teatrais, era Carmem Fossari que criou e coordenou o grupo da UFSC “Teatro Novo” daquele período. Certa ocasião, Carmem Fossari teve que substituir, às pressas, um músico, na peça “Os Sete Segredos do Mar”. Coube a mim substituir o músico. Eram mais de 10 músicas, de estilo diferente do que eu tocava, além dos efeitos musicais.

Trabalhei também com o Grupo “Armação” na montagem de “Zumbi “com a direção de Oraci Gemba. Oraci foi diretor do Teatro Guaira e trabalhou, em São Paulo, no original “Arena conta Zumbi” com atores como Francesco Guarnieri e Augusto Boal. Técnica Vocal com Glorinha Belkmuller.

Em 77-78, no coral da antiga Escola Técnica Federal, no coral com o maestro Carlos Lucas Besen, aprendi técnica vocal. Acompanhava este coral, que se apresentou no Teatro Álvaro de Carvalho (TAC).

Na própria Escola Técnica, quando tinha 17-18 anos, havia um programa de calouros em que eu tocava guitarra, cantava e acompanhava os calouros. Nesse momento também comecei a tocar em “barzinhos”. Nas décadas de 80 e 90 toquei em muitos “barzinhos” e também com amigos.

Em 2018, no " TAC 8 em Ponto&quot, apresentei minhas composições contando com diversas participações em formato duo com amigos instrumentistas.

“Participei de entrevistas com personagens da Ilha (de Floripa) como Miro, Roberto Kesley, Helinho, Luiza Gutiérrez. CEPEX. Tenho isto tudo registrado em fotos em matéria de jornais que escaneio e divulgo em minhas redes”.

Dedico-me bastante em preservar e valorizar a cultura local. Em 2008 e 2020 fiz shows denominados Delícia do Sul, nome de uma de minhas composições. Delícia do Sul retrata a ilha de Florianópolis com seus pescadores, mandioca e paisagens lindíssimas.

 

E composições próprias?

Tenho... Desde de os anos 70....Não lembro e não tenho registro. Já em 72 me apresentei num programa televisivo que chamava Eles e Elas (ou Elas e Eles, não recordo bem) uma música de minha autoria. Hoje, acredito que tenha em torno de cem composições entre cantadas e instrumentais. Elas foram feitas mais na década de 80. Fiz algumas composições no estilo Bossa Nova e em outros estilos, bem variados. Muitas dela são “baseadas em fatos reais”.

 

E tua inspiração para compor?

As minhas composições surgiram quase sempre “tudo junto”, ou seja, letra e música ao mesmo tempo. Fiz também jingles para campanhas políticas ou lojas.

 

Qual foi o ponto alto de tua carreira?

“Para mim um dos pontos altos foi dar conta de substituir um músico de quarta para sexta-feira, o que já foi colocado acima. Colocar cifras, decorar músicas na quinta e já na sexta a estreia.

Também, em1991 abri o recital “Repente” de Arthur Moreira Lima, grande intérprete de Chopin, no Centro Integrado de Cultura (CIC). Fiz uns 30 minutos de show, no qual toquei uma música de minha autoria. Fiz em homenagem a uma de minhas filhas, Foi um show muito interessante em que Arthur, entre as músicas contava “causos!”

 

Como acessar teu trabalho?

Sugiro buscar nas redes sociais “josueviolao” ou "violaodojosue ". Tenho muitos registros.

 

No final desta entrevista deixo a letra de uma das músicas e letras mais belas de Josué, que mostra todo o valor da Ilha de Floripa, para ele e para mim. Vamos apreciar “Delícia Do Sul”.

Quem vem pro Sul terá de apreciar /Toda a beleza desse lugar/ Essas lindas praias, seu gostoso mar/ Sua gente boa, uma história pra contar/ Eu falo de uma Ilha, Terra de Sol e Mar/ Que é um paraíso para quem quiser sonhar / Onde o pescador afoga sua dor/ Depois volta na praia e colhe o que plantou/ É, além de uma Ilha, a morada do sol/ E, bem mais que a vida,/ Essa Ilha é o esplendor do amor. /É o esplendor do amor./ É o esplendor do amor.





terça-feira, 1 de abril de 2025

Entrevista com Josué Irineu Silva - josueviolao - violaodojosue por Águeda Wendhausen




 O meu amigo: Josué do Violão. Por Águeda Wendshausen

Entrevista com Josué Irineu Silva - josueviolao -  violaodojosue por Águeda Wendhausen 

Quero apresentar ao caro leitor um músico que conheço há algum tempo.... Ele nascido e morador da Trindade, e eu moradora do Saco dos Limões, ambos os bairros de Floripa. Temos as mesmas origens. Somos, em suma, “manezinhos da ilha!” e amamos nossas origens. Talvez esta seja uma das muitas razões para admirá-lo como músico excelente que também é. Josué Irineu Silva- josueviolao -  violaodojosue - é natural SC, Florianópolis e caçula de seis irmãos. Tem mais de 50 anos de música. Sua carreira iniciou cedo, como calouro, nos anos 70, tocando violão e cantando quando tinha apenas 10 anos.

 

Josué, como iniciou tua carreira musical?

Minha inclinação para música vem desde muito cedo: final dos anos 60. Lembro que meu pai possuía um pequeno comércio de secos e molhados, que por aqui se chamava de “venda”. Ao final do expediente, meu pai se reunia com outros músicos. Lembro-me de um seresteiro chamado “Canhola”. Até minha mãe cantava. Tocavam, cantavam e me punham sobre o balcão. Ali foi o meu primeiro palco!” Diz Josué.

Iniciei a carreira me apresentando na antiga TV Tupi, como calouro, no início da década de 70.

A primeira música que cantei foi de Nelson Ned, Tudo Passará. Nesta época fui crooner do grupo “Los Catitos”. Com eles comecei a tocar violão e a compor. Essas composições nem recordo mais....

 

Quais os trabalhos que realizaste?

Cantava na TV (TV Tupi), em eventos cívicos na escola, para os vizinhos com um cabo de vassoura, imitando um microfone. Em Festivais, quando defendi alguns sambas acompanhados pela Banda Stagium 10, (muito famosa no Estado de Santa Catarina, naquele momento). Fiz, com Los Catitos, apresentações em algumas cidades catarinenses. Era uma carreira solo e uma num grupo (Los Catitos). Com 11 anos cantei na boite do Clube Doze de Agosto (Floripa). Lembro que usava smoking dourado nessas ocasiões.


Neste momento cantava músicas da Jovem Guarda. Nos anos 80 deixei de cantar aquele estilo e comecei a cantar Bossa Nova, o que faço até o momento, embora toque também diversas músicas de MPB.

Fiz alguns recitais (instrumentais): UFSC, assembleia Legislativa, Colégio Cristo Rei (Joaçaba).

Fiz também música para teatro: letras e músicas instrumentais e efeitos musicais. Vale lembrar que quem dirigia essas peças teatrais, era Carmem Fossari que criou e coordenou o grupo da UFSC “Teatro Novo” daquele período. Certa ocasião, Carmem Fossari teve que substituir, às pressas, um músico, na peça “Os Sete Segredos do Mar”. Coube a mim substituir o músico. Eram mais de 10 músicas, de estilo diferente do que eu tocava, além dos efeitos musicais.

Trabalhei também com o Grupo “Armação” na montagem de “Zumbi “com a direção de Oraci Gemba. Oraci foi diretor do Teatro Guaira e trabalhou, em São Paulo, no original “Arena conta Zumbi” com atores como Francesco Guarnieri e Augusto Boal. Técnica Vocal com Glorinha Belkmuller.

Em 77-78, no coral da antiga Escola Técnica Federal, no coral com o maestro Carlos Lucas Besen, aprendi técnica vocal. Acompanhava este coral, que se apresentou no Teatro Álvaro de Carvalho (TAC).

Na própria Escola Técnica, quando tinha 17-18 anos, havia um programa de calouros em que eu tocava guitarra, cantava e acompanhava os calouros. Nesse momento também comecei a tocar em “barzinhos”. Nas décadas de 80 e 90 toquei em muitos “barzinhos” e também com amigos.

Em 2018, no " TAC 8 em Ponto&quot, apresentei minhas composições contando com diversas participações em formato duo com amigos instrumentistas.

“Participei de entrevistas com personagens da Ilha (de Floripa) como Miro, Roberto Kesley, Helinho, Luiza Gutiérrez. CEPEX. Tenho isto tudo registrado em fotos em matéria de jornais que escaneio e divulgo em minhas redes”.

Dedico-me bastante em preservar e valorizar a cultura local. Em 2008 e 2020 fiz shows denominados Delícia do Sul, nome de uma de minhas composições. Delícia do Sul retrata a ilha de Florianópolis com seus pescadores, mandioca e paisagens lindíssimas.

 

E composições próprias?

Tenho... Desde de os anos 70....Não lembro e não tenho registro. Já em 72 me apresentei num programa televisivo que chamava Eles e Elas (ou Elas e Eles, não recordo bem) uma música de minha autoria. Hoje, acredito que tenha em torno de cem composições entre cantadas e instrumentais. Elas foram feitas mais na década de 80. Fiz algumas composições no estilo Bossa Nova e em outros estilos, bem variados. Muitas dela são “baseadas em fatos reais”.

 

E tua inspiração para compor?

As minhas composições surgiram quase sempre “tudo junto”, ou seja, letra e música ao mesmo tempo. Fiz também jingles para campanhas políticas ou lojas.

 

Qual foi o ponto alto de tua carreira?

“Para mim um dos pontos altos foi dar conta de substituir um músico de quarta para sexta-feira, o que já foi colocado acima. Colocar cifras, decorar músicas na quinta e já na sexta a estreia.

Também, em1991 abri o recital “Repente” de Arthur Moreira Lima, grande intérprete de Chopin, no Centro Integrado de Cultura (CIC). Fiz uns 30 minutos de show, no qual toquei uma música de minha autoria. Fiz em homenagem a uma de minhas filhas, Foi um show muito interessante em que Arthur, entre as músicas contava “causos!”

 

Como acessar teu trabalho?

Sugiro buscar nas redes sociais “josueviolao” ou "violaodojosue ". Tenho muitos registros.

 

No final desta entrevista deixo a letra de uma das músicas e letras mais belas de Josué, que mostra todo o valor da Ilha de Floripa, para ele e para mim. Vamos apreciar “Delícia Do Sul”.

Quem vem pro Sul terá de apreciar /Toda a beleza desse lugar/ Essas lindas praias, seu gostoso mar/ Sua gente boa, uma história pra contar/ Eu falo de uma Ilha, Terra de Sol e Mar/ Que é um paraíso para quem quiser sonhar / Onde o pescador afoga sua dor/ Depois volta na praia e colhe o que plantou/ É, além de uma Ilha, a morada do sol/ E, bem mais que a vida,/ Essa Ilha é o esplendor do amor. /É o esplendor do amor./ É o esplendor do amor.






quarta-feira, 19 de fevereiro de 2025

Editoração por Rosilene Souza do poema "De que você gosta?" - coletivo Edna, Eduardo, Gilberto, Léa, Tatalo, Rosilene, Taís



 


 1 -                

GOSTO. 

 

          GOS

-

TO 

 

Gosto de um gos-T(AR) 

Afetiva-MENTE. 

Sem satisfações a d(AR). 

 

2 - Gosto do cheiro da chuva 

definitiva-MENTE,

Gos------to do barulho do m(AR) 

AR.

Hum... Gosto de praia, 

Do folhe(AR) da imagin-ação 

de ler em frente à praia, 

 

3 - Gosto de receber a Lua e o Sol a cada segundo. 

De ver o sol nascer e se deit(AR). 

em uma t(AR)de de verão.

Que impregna o AR 

 

Seus olhos semi-cerrados lhe impingem um AR de serie-

dade. 

Que afaga a escrita 

Retó-rica (AR)tística confessa 

 

4- Gosto de ou-vir pessoas,

ou-vir música, 

Gosto de escut(AR) 

histórias, músicas

Gosto de re-ver amigos 

Est(AR) entre amigos, 

Convers(AR), 

Danç(AR)... 

De sor-rir e as vezes chor(AR),

De ser grata 

  a Deus 

  e aos meus ancestrais. 

    a seme(ar) realiz-ações 

Ah, tam-bém gosto de melancia e sorvete de morango. 

 

GOS -

- TO

 

tam-bém

de quiabo, jaca e jiló. 

 

Gosto de dor-m-ir com as galinhas e a-cord(AR) com os

galos. 

    a distribu(ir) ondul-ações. 

Sem ilud-ir você

Eu gosto do seu rosto ao vento exposto ao AR. 

Lá está você respir-ando leve-MENTE. 

 

5 - Gosto de saber que tudo é finito, pois me dá a noção maior de

tudo que

vive-mos

em paz. (Gilberto)

Vejo na cena a respir-ação pro-funda e a tranquil-idade. 

Afago seu dor-so com meus lábios 

de tom(AR) ca-fé, )

De vez em quando, me perco no doce timbre da sua voz.


da melodia em moviment-ação 

De um jeito professoral 

Venho por trás e a abraço. 

Sem satisfações a d(AR). 

e

procuro pelo seu ponto focal no AR. 

 

6 - Gosto de ou-vir a Dona Irene lendo. 

Gosto de livros 

Do despert(ar) da cri-ação 

de ler tomando café. 

Rumo a pessoas, 

De ler um bom livro, 

De ler sei que gosto, muito mais do que de tantas

coisas. 

Gosto de ler,

de praia,

de café,

da voz da minha mulher... 

Da ilusão do amanhã 

A-tinge as profundezas com leve-za. 

 

E       G O S T O        de vocês. 


Rosilene Souza 

Mineira, desenvolve pesquisa nas linguagens artísticas: colagem, escrita criativa, fotografia e deficiência visual. Investiga o excesso de imagens e escritas consumidas e produzidas na sociedade. Participa de exposições, feiras e mostras de Arte. Tem trabalhos artísticos e literários publicados em revistas, livros (coletâneas "Do corpo ao corpus, organização Edna Merola, 2022", "Ninguém escreve por mim, organização Claudio Carvalho, 2024"; catálogos e blogs. Contos e ilustrações publicados pelo Café Literário no Notibras (2025). 


Antonio Carlos (Tatalo) Fernandes

Professor titular convidado da COPPE/UFRJ de engenharia naval e oceânica. Foi membro do GTP (Grupo Teatral Politécnico da USP). No Rio, fez curso de dança de salão com Jaime Aroxa e de declamador de poesia com Elisa Lucinda. Participa da Tertúlia Poética e dos curso de Claudio Carvalho. Participa do livro publicado “Ninguém Escreve por Mim” organizado pelo último e editado por Cassiano Silveira.

 Edna Domenica 

Paulistana, desenvolveu pesquisa sobre Psicodrama e suas aplicações em oficinas de escrita criativa, parcialmente publicadas em Aquecendo a produção na sala de aula (Nativa, 2001). É autora de A volta do Contador de Histórias ( Nova Letra, 2011), No Ano do dragão ( Postmix, 2012), As Marias de San Gennaro (Insular, 2019), O Setênio (Tão Livros, 2024).

Eduardo Martínez

Carioca, bacharel em Jornalismo, Medicina Veterinária e Engenharia Agronômica. É autor de quatro livros (Despido de ilusões, Meu melhor amigo e eu, Raquel, e o recente Contos e crônicas por um autor muito velho; além de dezenas de coletâneas. Escreve diariamente para o site de notícias Notibras. 

Gilberto Motta

Circense, jornalista, professor-mestre e aprendiz da vida. Rodou mundos e hoje escreve em paz em um chalé na Guarda do Embaú SC.

 Azaleia ou Soulea (Léa Palmira e Silva) é manezinha (nasceu na capital de SC). Em 2013, participou do concurso de Narrativas e Poesias do Sindprevs/SC e, em 2018, do Concurso Literário da Academia Criciumense de letras -ACL.

Fez o curso de Contadores de Histórias no Neti, em 2001, Oficina de Teatro da terceira idade do Neti -UFSC . E Oficina de Escrita Criativa com a Professora Edna no Neti/UFSC.

Foi integrante da ABCH de 2015 a 2023 . E da ACONTHIF desde 2001. Participa do Projeto anti-racista Retintas 1 e 2 com poemas. 

 Taís Palhares

Paulistana, participou do Ateliê de Escrita da Biblioteca do CIC - Floripa, SC - em 2019. É leitora de ficção que sabe o que quer. Participou do Café Literário com os títulos: Daqueles tempos distantes como "Baby, eu sei que é assim" e "Do interior para a senzala da cidade... e um bebê do patrão".       

sábado, 1 de fevereiro de 2025

“Você me fez sentir”? Ou “eu me sinto”?

 


UM: Você me fez sentir tristeza.

DOIS: Ninguém tem o poder de me fazer sentir nada.

UM: Quando dói, penso em abrir mão do gerenciamento de minhas emoções.

DOIS: Não sou extensão de seu Eu.

UM: Sem empatia?

DOIS: Com empatia: “eu escolho minhas reações”.

UM: Então percebo que “eu me sinto” confuso.

DOIS: Dói muito falar sobre isso?

UM: Dói. E se não for culpa sua é culpa de Fulano.

DOIS: Fulano não está aqui. Por que falar sobre ele?

UM: Por que não falar sobre ele?

DOIS: Como falar é o desafio. Sair da confusão é o seu impasse.

UM: Falar sobre Fulano, aqui e agora é errado?

DOIS: Errado não, e sim evitação.

UM: Percebo o impasse...

       Uma encruzilhada confunde o caminhante

DOIS: Uma encruzilhada abre vários caminhos.

sábado, 28 de dezembro de 2024

Escritora Edna Domenica em retrospectiva 2024

     

Eventos

1- Lançamento do livro O setênio , em 12/07/2024, na FECESC à

Av. Mauro Ramos, 1624. Centro Norte, Florianópolis, SC.

2- Sessão de autógrafos do livro O setênio,  em 20/07/2024, na livraria Desterrados (Rua Tiradentes. Centro. Florianópolis, SC).

3- Roda de Conversa sobre Produções do período 2017-2023 na livraria Latinas (Rua Padre Lourenço Rodrigues de Andrade, 650. Santo Antônio de Lisboa. Florianópolis, SC), em 23/11/2024.

Entrevistas no Café Literário Notibras

https://notibras.com

30/09/2024 - Amigo invisível se transforma no ato de escrever. Cecília Baumann entrevista Edna Domenica

https://www.notibras.com/site/amigo-invisivel-se-transforma-no-ato-de-escrever/

21/11/2024 - Divulgação da Roda de Conversa com Edna Domenica Merola, por Cecília Baumann. 


Publicações no Café Literário do Jornal Notibras

18/09/2024 - Se Deus quiser ainda vamos bailar muito, Soledad - MEROLA, E. D. Pronto final, in O Setênio. Palhoça: Tãolivros, 2024, pp 31-32.

23/09/2024 - Tempo corre até a hora de ser feliz sem medo - MEROLA, E. D. Casaco vermelho, in O Setênio. Palhoça: Tãolivros, 2024, pp 33-34.

03/10/2024 - De Absinto Pioneiro, lá de Carlos Gomes, a Lara Pia. MEROLA, E.D. - Trechos do capítulo De Absinto Pioneiro a Lara Pia,  in O Setênio. Palhoça: Tãolivros, 2024, p 100-106.

13/10/2024 - Rei, capitão, soldado, ladrão (e sem coração) - MEROLA, E.D.  Rei, capitão, soldado, ladrão, in O Setênio. Palhoça: Tãolivros, 2024, p 74.

31/10/2024 - Madeixas de Doralina tinham o brilho da alma de uma criança. - Coletivo Antonio Gil Neto, Cassiano Silveira, Edna Domenica, Marlene Xavier Nobre.  Corpo a corpo, in Do Corpo ao Corpus. Palhoça: Rocha, 2024, pp 21-23.

07/11/2024 - De Chicos a Dorothy, crimes não compensam e sempre rendem punição. MEROLA, E.D. As Marias de San Gennaro, Florianópolis: Insular, 2019, pp 27-28.

09/11/2024 - O que São Genaro previu? É bom levar a coisa a sério. MEROLA, E.D. As Marias de San Gennaro, Florianópolis: Insular, 2019, pp31-33.

10/11/2024 - De milagre em milagre a gente vai agradecendo e levando a vida. Texto inédito.

13/11/2014 - Delatar ou não delatar, eis a questão, em meio a tanta corrupção. MEROLA, E.D. Delatar ou não delatar: eis a questão. In O Setênio. Palhoça: Tãolivros, 2024, pp 92-93. 

17/11/2014 - Quando a Professora X, algemada, sugere leitura da Constituição. MEROLA, E.D. - O crush da Professora X Maria. In O Setênio. Palhoça: Tãolivros, 2024, pp 67-73.

20/11/2024 - Do interior para a senzala da cidade... e um bebê do patrão.  - texto inédito do coletivo Brígida Poli, Edna Domenica e Taís Palhares.

26/11/2024 - Em busca de corpos narradores. MEROLA, E.D. - Em busca de corpos narradores. In Do Corpo ao Corpus. Palhoça: Rocha, 2024, pp 65-67.

03/12/2024 - Tresloucado amigo! Afinal, que procuras com elas? - texto inédito de Edna Domenica. 

06/12/2024 - Escola de politicagem continua viva embrulhada em negociata - MEROLA, E. D. Evento Pop, in O Setênio. Palhoça: Tãolivros, 2024, pp 63-64.

07/12/2024 - Daqueles tempos distantes com Baby, eu sei que é assim - texto inédito do coletivo Brígida Poli, Clara Amélia de Oliveira, Edna Domenica e Taís Palhares.

25/12/2024 - Que tal Pai, Mãe, Água, Terra e Fogo e revigorar o ar todo? - Segunda Coletânea de Natal. São Paulo: Projeto Apparere, Natal para 2020, p 58.

30/12/2024 - Da doméstica, da rainha, da mãe e da amiga de Jesus... E da diarista - MEROLA, E.D. História de Maria, in A volta do contador de histórias. Nova Letra: 2011, pp 97-108.


Agradecimentos à equipe do Café literário 

Eduardo Martínez, Cecília BaumannDaniel Marchi


Agradecimentos aos amigos

Lael Nobre pelo apoio logístico no lançamento de O Setênio na FECESC, em 12/07/2024.

Brígida Poli pela divulgação da Roda de Conversa no Portal Making Of, em 23/11/2024.

Rosilene Souza pelas leituras e trocas, e, em especial, pela ilustração do conto Casaco Vermelho.

sábado, 21 de dezembro de 2024

Verbete com "Z": O setênio (MEROLA, 2024)

  Zapezape - nome fictício dado a um app (de ampla utilização) para celulares .


Obviamente, pratiquei racionalismo para não surtar ao ver pessoas na fila do osso; [...] para resistir ao negacionismo praticado por pessoas da Saúde e pelo pessoal do zapezape. (MEROLA, 2024. Tãolivros p. 21).




ADENDO
Uma personagem septuagenária confessa suas impressões sobre o setênio inaugurado em 2016 e vivenciado como se “tivesse quebrado um espelho” e, em consequência, tivesse “sete anos de azar”. Ao perceber que a história da república brasileira é marcada pela militarização, desencanta-se e se volta para sua ferida narcísica.  Lembranças em torno do uso de casacos vermelhos e da escolha vocacional mesclam-se com percepções sobre as campanhas presidenciais de 2018 e 2022. Por meio de personagens ficcionais comparecem aqueles que abatem os demais e os afrontam com ilicitudes. Pela caricatura, apresenta a naturalização do personalismo nos atos em prol da ditadura. Retrata o apelo às teorias conspiratórias que abusam da boa-fé e da religiosidade, e redes sociais que se empenham em impedir reflexões sobre educação, cultura e sociopolítica. Desenha um contexto político pedagógico apartado de princípios constitucionais. 

quinta-feira, 19 de dezembro de 2024

Verbete de O Setênio: "Verde Amarelentos" (MEROLA, 2024)

 v

A leitura de O setênio (MEROLA, 2024) convoca a indagar sobre o binômio democracia X fascismo. Necessário informar que a autora construiu um "Rol necessário" cuja apresentação em ordem alfabética, no blog Aquecendo a Escrita, iniciou em 01 de dezembro de 2024.

verde Amarelento - simpatizantes do candidato da extrema direita nas eleições de 2018 e de 2022.



Português s para quem. In O setênio (MEROLA, 2024)

É um povo ribeirinho cujos ancestrais morreram de malária, tifo, dengue. Perderam seus bebês para o sarampo, a fome, e a catapora; enquanto Verde Amarelentos tinham crises histéricas por causa da participação dos médicos cubanos no programa Mais Médicos.(MEROLA, 2024, p 56).


ADENDO SOBRE O ROMANCE "O SETÊNIO" 

Uma personagem septuagenária confessa suas impressões sobre o setênio inaugurado em janeiro de 2016 e vivenciado até oito de janeiro de 2023 como se “tivesse quebrado um espelho” e, em consequência, tivesse “sete anos de azar”. Ao perceber que a história da república brasileira é marcada pela militarização, desencanta-se e se volta para sua ferida narcísica. Lembranças em torno do uso de casacos vermelhos e da escolha vocacional mesclam-se com percepções sobre as campanhas presidenciais de 2018 e 2022. Por meio de personagens ficcionais comparecem aqueles que abatem os demais e os afrontam com ilicitudes. Pela caricatura, desenha a naturalização do personalismo nos atos em prol da ditadura. Retrata o apelo às teorias conspiratórias que abusam da boa-fé e da religiosidade, e redes sociais que se empenham em impedir reflexões sobre educação, cultura e sociopolítica. Desenha um contexto político pedagógico apartado de princípios constitucionais.