sábado, 14 de setembro de 2013

Momento 'Andorinha'. Edna Domenica Merola.

No céu passam nuvens
Que caminham para o mar:
– Parecem lenços a acenar!
As andorinhas no céu,
Voando em véu
Saúdam o sol!

À solidão, me dei com fervor:
Eu a cultivo como flor!
–Será a única vez? – desconfiará...
Mas meu coração não acreditará!
Por isso canto o ‘si mesmo’ amor.
– Meu canto: eu o cultivo como flor!
Making of:
No Islã, a andorinha é símbolo de renúncia e da boa companhia e é chamada de ave do Paraíso.
Entre os persas, seu gorjeio representa solidão, emigração e separação, por causa de sua natureza migratória.
No meu texto (original em idioma italiano), “as andorinhas” vieram de longínquas memórias da canção italiana “Dio Come ti Amo!  Passaram por "Canzone per Te" da velha coroação brasileira no festival de San Remo.



 “ Un Momento”   
Nel cielo passano le nuvole
che vanno verso il mare:
– Sembrano fazzoletti bianchi!
Le rondini nel cielo
che vanno verso il sole:
– Salutano questi momenti 
In tutta la mia vita
non ho provato mai!
In questo momento biancho,
La solitudine che io mi ho regalato
Io la coltivo come un fiore! 
Perché giurare che sarà l'ultima volta?
Mio cuore non mi crederà
Per questo canto e canto a me
– Mio canto... Io lo coltivo come un fiore!


O texto foi escrito hoje: faltam sete dias para o início da nossa primavera... E as andorinhas chegarão de longe... Trarão poetas... Pois eles migram sempre!

domingo, 1 de setembro de 2013

Carta de Amor em Colagem Poética. Por Edna Domenica Merola.


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Quando eu o vi, "um anjo torto                                                 
desses que vivem na sombra disse":                            

–Vai, ver seu amado "ser gauche na vida. "


Você era "um homem atrás do bigode: sério, simples e forte.
Que quase não conversava.
Tinha poucos, raros amigos
Um homem atrás dos óculos e do bigode"... 
Ah! Seu bigode!...
"A tarde talvez fosse azul,
não houvesse tantos desejos."

Ah! Amado , que saudade daquela pedra
Que virou metáfora no meu caminho.

Já anoiteceu...

"Eu não devia te dizer
mas aquela lua
botava a gente comovida como o diabo."

Mas só você só...

"você foi o meu astro derradeiro
Meu amigo e companheiro
No infinito de nós dois."

Amor, estou saindo agora                                                 
pra encontrá-lo em Pasárgada...
Levo o seu porquinho da Índia e...

"Todas as palavras sobretudo os barbarismos universais
Todas as construções sobretudo as sintaxes de exceção
Todos os ritmos sobretudo os inumeráveis..."

Já estou quase chegando em Pasárgada...
No nosso encontro "o lirismo dos loucos
O lirismo dos bêbedos
O lirismo difícil e pungente dos bêbedos
O lirismo dos clowns de Shakespeare"

Caetano VelosoEspero você...                                                             

"Não se perca de mim
Não se esqueça de mim
Não desapareça
A chuva tá caindo
E quando a chuva começa
Eu acabo de perder a cabeça"

"É, meu amigo, só resta uma certeza
É preciso acabar com essa tristeza
É preciso inventar um novo amor"
R. Nascimento Silva, 107 - Ipanema, Rio de Janeiro, 22421-020
Espero você... "Na Rua Nascimento Silva, 107. "

Eternamente... Tua, Elizete.

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segunda-feira, 8 de julho de 2013

Objeto de Pesquisa Acadêmica: dentre Memórias de Infância. Por F.W. Merola G.


Elpídio Barbosa foi, além de um burocrata a serviço da educação, um intelectual que pensava a educação de seu Estado. Era alguém ligado a políticas públicas e alguém que se dedicou muito à educação, isso deve ser mencionado. Pode-se discutir o que ele pensava e formulava em seus artigos e leis para a educação catarinense (fase de sua vida posterior ao que estabeleço aqui para o presente trabalho), mas não se pode negar que ele teve um comprometimento com a educação e o seu trabalho, caso contrário, a não ser a título de puro masoquismo, jamais permaneceria em profissões similares por mais de 30 anos.
Não se pode negar também que caso ele não gostasse da temática não teria dedicado tanto tempo de serviço a essa função e muitíssimo menos teria gasto, perdido ou mal empregado seu tempo na escrita de artigos, na redação da Revista de Educação, na elaboração de leis, etc. É dito isso para vislumbrar um Elpídio que – senão uma pessoa que compartilhava da representação da época da educação enquanto sustentáculo da nacionalidade, da higiene, da civilidade, da modernização e do progresso da nação brasileira – ao menos uma pessoa que teimava em fazer da educação sua principal dor de cabeça nas horas de serviço. E chegando a essa conclusão essencial do Elpídio que está sua ligação com quem redige o texto.
Obviamente o autor não tem lá idade, gabarito e um emprego voltado à Educação, tanto menos é um burocrata, porém, mesmo assim há uma identificação com o personagem. Não por experiências próprias e vividas, mas por meio da vivência relatada oralmente por outra pessoa: a mãe do autor. Portanto, é de se imaginar que as narrativas, os problemas, as políticas educacionais, e os comentários que rondam o meio de burocratas da educação não estão longe do ouvido de quem escreve. Relatos de acontecimentos do cotidiano: era o que sempre se ouvia.
Ainda que a maneira de narrar fosse diferente, a época, em que os dois viveram. A mãe do autor também não alcançou elevados cargos burocráticos – ela nunca foi secretária da educação ou algo superior a uma supervisora escolar. Enquanto o cargo inicial do personagem, tirando a rápida experiência como diretor em Joinville, foi o de inspetor escolar, que pode ser análogo ao de supervisão escolar – estabelecem-se as ligações. São experiências que se fazem similares ao que tange ao ato de narrar alguém e o local de onde suscita a narrativa: o cotidiano burocrático educacional. Mesmo que ambos tenham tido experiências diferentes quanto ao trabalho, ao local de atuação (ao contrário de Elpídio, minha mãe executou suas tarefas no Estado São Paulo) às dores de cabeça, aos momentos educacionais, às questões educacionais, etc... Evocam ao autor imagens de sua infância em visitas frequentes entre os gabinetes e aos baixos burocratas da educação, aguardando ansiosamente para voltar para casa. Entre as imagens apreendidas pela memória do autor as dos carimbos, das assinaturas e das leituras atentas aos documentos, hiatos temporais que existem entre a vida, o cotidiano e os relatos de ambos, mas que de alguma forma se sobrepõem na mente do pesquisador.
   
RESUMO  DO Trabalho de Conclusão apresentado ao Curso de História do Centro de Ciências Humanas e da Educação, da Universidade do Estado de Santa Catarina, como requisito parcial para obtenção do grau de Bacharel em História pelo aluno F. W. Merola Gentil.  A pesquisa buscou analisar as experiências de um pequeno grupo da educação, os inspetores escolares. Convergindo, dessa forma, à escala microscópica, operando sobre um pequeno ponto das transformações ocorridas em âmbito federal, ocupando este, a priori, pequeno espaço se vê Elpídio Barbosa (1909-1966). Ele atuou, após a Revolução de 1930, em diversos cargos nas hierarquias institucionais da educação, fora: inspetor escolar, coredator da Revista de Educação e Diretor do Departamento de Educação. Entretanto, o recorte da pesquisa circunscreve a época em que fora inspetor escolar (1931- 1940) e redator (1936-1937). E mais enfaticamente como as memórias e experiências do personagem estavam contidas em seu “2º.Tomo”. O “tomo”, forma como o próprio dono o nomeou, delineia o cotidiano em um momento de ruptura que foi a Revolução de 1930. Tal proposta é um recorte da pesquisa Nação e região: políticas para a escrita e o ensino de História nas décadas de 1930 a 1940, financiada pelo CNPq e coordenada pela professora Cristiani Bereta da Silva. Palavras-chave: Cultura escolar, Cultura política, Coleção de si, História intelectual, Elpídio Barbosa.

domingo, 7 de julho de 2013

ENTRE MEMÓRIAS DE UM BACHAREL E EXPERIÊNCIAS DE AGRADECIMENTOS NUM T.C.C. POR F. W. MEROLA G.

 Os agradecimentos ainda que não muito criativos (já lhes é informado para não ter decepções a posteriori, caro leitor) pairarão entre os “heróis comuns” e uma espécie de “Verba Testamentária”. Isso ainda que não necessariamente exclua o óbvio futuro dessas páginas e as congratulações ao “último verme” que o roerá. Mas de certa forma o recusa, não por ter-se em mente que é uma joia inestimável em uma arrogância intelectual colossal, mas, convenhamos, há ainda pessoas mais importantes a se inferir congratulações do que a um verme... Ainda que exista uma enorme vontade de congratular o verme, o ser e o herói que tratará de utilizar tais folhas para a sua sobrevivência, algo muito melhor e muitíssimas vezes mais nobre do que o próprio autor o fez com elas...
Quanto à verba testamentária é óbvio, caro leitor. Aqui constarão para sempre as pessoas que foram da minha banca e a minha orientadora. Aqui será o local em que se marcará a tintas uma perspectiva historiográfica. Sem contar as ilustríssimas pessoas que dispensaram seu tempo para ler este trabalho. Então sem mais delongas agradeço às Professoras: Nucia Alexandra Silva de Oliveira e Maria Teresa Santos Cunha, não apenas por terem aceitado o convite, terem lido, riscado, assinalado... Por terem demandado tempo à leitura ao invés de brincar, no caso da Nucia com a sua filha e no caso da Maria Teresa com a sua neta... sei que tirei certos prazeres de vocês ao ler tudo isso. Espero que me desculpem de antemão dessas não alegrias realizadas. Mas também foram duas professoras que me acompanharam pela UDESC, ambas me deram aulas muito importantes e de forma que pretendo levar para as minhas futuras salas de aula. Professoras profissionais, mas que nem por causa disso subiam em pedestais para dar aulas totalmente desvinculadas de risadas e historietas engraçadas. Se a professora Nucia me deu dicas importantes sobre como lidar com os alunos e com a montagem de aulas ao longo da disciplina de Estágio Curricular I, a professora Maria Teresa não fica atrás por ter inserido perspectivas sobre o lidar com acervos familiares e o cuidado com a manipulação de documentos ao longo das disciplinas de Patrimônio I e II. De certa forma, acabaram por juntar duas pontas do historiador em minha banca, a pesquisa e a licenciatura.
Antes de agradecer a quem muito devo de minha formação como historiador, preciso agradecer em particular a uma amigona que se mostrou ao longo do curso, a Fernanda. Sem a indicação dela talvez não tivesse me inserido nas pesquisas com a Professora Cristiani Bereta da Silva e muito menos com o rapazote dos “tomos”, Elpídio Barbosa (Inspetor Escolar, SC , 1930-1940).
Ainda que possa parecer piegas e um tanto quanto laudatório devo agradecer sem dúvida alguma à Professora Cristiani Bereta da Silva que me inseriu na pesquisa em história, na escrita de artigos e outros trabalhos acadêmicos. Que mais do que todos teve que me aturar, não só em tempo, afinal estamos trabalhando juntos pelo Laboratório de Ensino de História há 3 anos, mas também aturar os meus pequenos deslizes, como atrasos, escritas erradas, argumentações falhas, entre tantas outras coisas com os quais um bolsista pode errar. Obrigado por me suportar durante todo esse tempo e por compartilhar de ensinamentos precisos na área de história.
E principalmente a minha eterna “namorandinha” da faculdade, desse jeito mesmo, em “andinha” da melhor maneira para demonstrar o afeto que trago e trouxe por ela durante os anos do curso – o afeto em “inha” e o tempo em “and”. Uma colega para brigar, para amar e ficar encantado. Para ler, reler e dar um, dois ou três toques quanto à escrita de um trabalho, não importando qual o fosse. Fica aqui contido o meu agradecimento por todos os nossos momentos juntos entre os muros da UDESC, Mariane.
Agradeço também aos meus leitores. Aos que forem descuidados ao achar que valeria a pena ler um capítulo ou outro e muito mais pela singular paciência do leitor que lê-lo por completo. Este merece ao menos um aperto de mão e um convite ao café ou ao chope.
Agradeço também aos funcionários da UDESC, ao bibliotecário distraído, aos ajudantes de limpeza e às pessoas que trabalham no local e terão a possibilidade ou a infelicidade de trombarem com ele. De levantarem as mãos aos céus e reclamarem consigo por tê-lo deixado cair, que reclamem por ter doído o pé, por ter dado mau jeito nas costas ao se baixar para recolhê-lo, que praguejarão internamente a infelicidade eterna de ter esbarrado na maldita estante e tê-lo avistado!
Porém, caro leitor que luta bravamente contra essas letras digitadas pela pessoa que você não consegue deixar de pensar em coisas atrozes para com a coitada Sra. Mãe dele o agradecimento especial tem que ser dito aos “heróis comuns”. Ao pobre coitado do camponês que nunca utilizará dessas páginas para poder se aquecer durante o frio. Ao cobrador de ônibus que nunca poderá ter a oportunidade, ainda que de certa forma infeliz, de apreciar um belo chute dado a essas páginas e a ótima capa dura que ele ganhou. Ao infeliz analfabeto que por mais que tenha participado integralmente desta escrita ($) jamais irá reconhecê-la como um produto para si. Apesar de terem pagado os custos da minha faculdade nunca poderão sequer reclamar comigo sobre a péssima qualidade dele. São a esses excelentíssimos miseráveis que fica a minha maior gratidão.
Aos que leram e, principalmente, aos que nunca lerão (entre os já apontados, guardo lugar especial aqui para os amigos e colegas de curso, eles sabem quem são...), ficam aqui os meus agradecimentos.
 
 

Para os leitores do Aquecendoaescrita um lembrete: o texto supra é um exemplo de CRÔNICA HUMORÍSTICA... Mas há evidências de que a editora desse blog é também mãe coruja do autor do texto em pauta.

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Dissertar sobre as manifestações: um exercício oportuno para o Ensino Fundamental e Médio. Por Edna Domenica Merola


TÍTULO DA DISSERTAÇÃO A SER PROPOSTA PARA ALUNOS DO ENSINO FUNDAMENTAL (SÉRIES FINAIS ) E MÉDIO:
MANIFESTAÇÕES POPULARES: JUNHO DE 2013, BRASIL

Definir uma questão sobre o momento presente e que proponha uma meta futura. Ex.: Essas manifestações podem/não podem ajudar a instalar diálogo entre a massa e as instâncias governamentais instituídas e/ou incentivar surgimento de novas frentes de lideranças políticas, resultando em diálogo para criar novas metas sociais pela melhoria do país?

A favor: tem propósitos legítimos
Contra: não tem propósitos legítimos
"Sou favorável a essas manifestações, desde que elas sejam pacíficas, sem violência de qualquer natureza. Somos brasileiros também, temos coração e sentimentos, e queremos, como todos, um Brasil melhor. O país tem condições de melhorar e isso só está acontecendo em todas as partes porque o brasileiro quer um Brasil melhor."‒ disse o zagueiro da seleção brasileira de futebol David Luiz.
“Toda vez que houver ações que eles [manifestantes] considerem legítimas, mas que criem problemas para a maioria, é papel do Estado tratar de resolver esses conflitos. Não vamos nos furtar ao papel de assegurar a lei e a ordem, mas podemos e queremos fazê-lo sempre que possível de maneira pacífica, negociada, ainda que com todas as tensões”. ‒ disse o ministro da Secretaria - Geral da Presidência, Gilberto Carvalho.
"Existe uma causa, uma necessidade de melhorar, por isso acho que os manifestantes precisam ser ouvidos, temos de dar razão a eles." ‒ disse o Hulk, atacante da seleção brasileira de futebol.
“As velhas formas de mobilização são cada vez mais substituídas por essas novas formas, não há mais, como nos movimentos tradicionais, uma direção centralizada ou determinada por um comando, isso faz com que o diálogo, sobretudo em momentos de tensão, torne-se mais difícil.” ‒ disse o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho.
Interpretar sob o ângulo da Constituição Federal (liberdade de expressão). Qualquer forma de censura sobre o conteúdo da fala e sobre o que se expressa é uma grave violação à Constituição Federal. A liberdade de expressão somente pode ser limitada diante de argumentos fortes. A discussão pública é valorosa quando a troca de ideias permite avançar ou recuar nos argumentos. A liberdade de expressão é indissociável da dignidade da pessoa humana e da dimensão pública, democrática e plural da sociedade brasileira.
Interpretar sob o ângulo do Código Penal DECRETO-LEI No 2.848, DE 7/12/1940. TÍTULO IX DOS CRIMES CONTRA A PAZ PÚBLICA. Quadrilha ou bando. Art. 288 - Associarem-se mais de três pessoas, em quadrilha ou bando, para o fim de cometer crimes: Pena - reclusão, de um a três anos. (Vide Lei 8.072, de 25.7.1990). Parágrafo único - A pena aplica-se em dobro, se a quadrilha ou bando é armado. Constituição de milícia privada (Incluído dada pela Lei nº 12.720, de 2012). Art. 288-A. Constituir, organizar, integrar, manter ou custear organização paramilitar, milícia particular, grupo ou esquadrão com a finalidade de praticar qualquer dos crimes previstos neste Código: (Incluído dada pela Lei nº 12.720, de 2012). Pena - reclusão, de 4 (quatro) a 8 (oito) anos. (Incluído dada pela Lei nº 12.720, de 2012).

sexta-feira, 14 de junho de 2013

OFICINA DE CRIAÇÃO LITERÁRIA: RELATOS. Por Edna Domenica Merola


Montagem do painel por Edna.

As oficinas que serão relatadas foram iniciadas em 21/3/2013 e compuseram o CURSO OFICINA DE CRIAÇÃO LITERÁRIA do Núcleo de Estudos da terceira Idade: NETI , UFSC.
A metodologia usada nessas oficinas pauta-se em prática construída a partir de 1982 e que teve dois registros: um artigo científico e um livro paradidático. Ambos de autoria de Edna Domenica Merola, respectivamente O Desbloqueio da Expressão e Técnicas de Redação através do Jogo Dramático (revista da FEBRAP, no. 4, ano 7) e Aquecendo a Produção na Sala de Aula (Editora Nativa, 2001).
Oficina de Criação Literária do NETI, do primeiro semestre de 2013 & Blog NETIATIVO
Em Florianópolis, como ação da turma de Oficina de Criação Literária do NETI, do primeiro semestre de 2013, nasceu o blog NETIATIVO para registrar as produções dos participantes das oficinas, assim como as interferências semanais realizadas. As duas horas semanais de trabalho presencial são reservadas para um jogo de aquecimento elaborado para eliciar a construção de um texto com certos padrões técnicos, mas que desperte o pensamento divergente. Após o aquecimento, cada participante escreve ou esboça seu texto. Como tarefa de casa a escrita ou reescrita para ajustes necessários e posterior postagem no blog do grupo. Os comentários apontam como o autor usou recursos e técnicas 'padronizadas' para delinear seu texto, criando algo original pela expressão de seu estilo.
A coordenadora da oficina não teve por meta apresentar conclusões sobre ideias e conteúdos subjacentes aos temas desenvolvidos na escrita dos participantes. Tampouco pretende estabelecer juízos ou instigar apreciações de caráter monológico. O diálogo entre as diversas autorias é favorecido: no contexto onde se fez uso de técnicas lúdicas, na escrita individual pelo incentivo da livre expressão, e nos momentos após a postagem na qual os leitores têm um espaço reservado para comentar.
O uso do jogo de aquecimento foi usado na primeira e na terceira unidades. Já na segunda, foi substituído pelas entrevistas feitas pelos participantes para os professores do projeto e pelos seminários realizados pelos alunos. Os seminários e as entrevistas foram sobre as vivências dos entrevistados e dos alunos expositores, principalmente, daquelas concretizadas no NETI, UFSC.

Primeira Unidade do Curso Oficina de Criação Literária

A primeira unidade (concluída em 11/04/2013) propôs a aprendizagem dos itens:
Descrição de Aspectos temporais da Narrativa; Criação de Personagem Narrador, Escrita de Diálogos e o uso do discurso direto na narrativa ficcional.
Na primeira oficina, trabalhou-se a apresentação dos participantes por meio da dança espontânea para que as pessoas se conhecessem pelo movimento corporal. Esse trabalho pautado no Psicodrama utilizou as técnicas do Espelho e do Duplo (ambas corporais, isto é, sem verbalizações). Esperava-se que cada participante descrevesse o que sentiu ao agrupar-se para aprender algo, naquele momento. Na oficina sobre Descrição de aspectos temporais da narrativa utilizou-se a técnica do “mind mapping” para a posterior produção de texto com memórias.

Durante a oficina do Narrador Personagem, os participantes criaram seus personagens, após a exposição a uma vivência na qual cada participante sorteou um Arcano Maior do Tarô. Após vivenciar o aquecimento, cada um recebeu uma folha com dois textos e como tarefa: recontar um deles do ângulo do Narrador Personagem Arcano Maior Sorteado.         

Aula: “Narrativa e Discurso Direto: um segmento composto por falas de dois personagens”

A aula do dia 11/04/2013 teve por pauta:Jogo de Imaginação Dirigida; Exercício Escrito: Diálogo entre Catarina e Um Arcano; Exercício Oral: Jogral.
Preparo da aula incluiu:
elaboração de um rol de questões sobre uma viagem;
criação da personagem Catarina (por Edna);
formatação das questões sob falas da personagem Catarina;
‒ criação de um exercício de imaginação dirigida para aquecer a produção de narrativa ficcional.
O rol de questões:
Onde se deu o início dessa viagem? Qual o destino dessa viagem? Qual o objetivo dessa viagem? Quem participa dessa viagem? O que foi visto nessa viagem? O que se pôde ouvir nessa viagem? O que se pôde perceber com o olfato nessa viagem? O que se pôde sentir nessa viagem? Como foi a volta dessa viagem? Quais foram os resultados dessa viagem? Por que alguns pensaram em não retornar ao local do início dessa viagem? Alguém resolveu ficar no lugar visitado, ao invés de retornar?

Material do aluno:
Cada participante recebeu um texto a ser completado: “Diálogo com Catarina”. Eram apenas algumas questões do rol sobre a viagem fantástica que, hipoteticamente, partilharam. As falas de Catarina deveriam instigar a interação com cada um dos diferentes Personagens Arcanos desenvolvidos pelos alunos.

Exemplo1: Material recebido por Valda e a resposta criada por ela:
Mundo, como você tem total consciência de quem é, de quais os seus limites, potencialidades e fraquezas, pode ter uma relação de proximidade com o que a rodeia e isso lhe dá coragem. Recentemente você fez uma viagem a um lugar fantástico... E enfrentou várias situações arriscadas... Como foi isso? ‒ perguntou Catarina.
Enfrentei todas as situações arriscadas com a minha coragem de aceitar ajuda. Fiz essa viagem com a ajuda de pessoas amigas.‒ respondeu o Mundo.

Mundo, em uma viagem tão diferente como aquela para um lugar fantástico foi possível buscar o equilíbrio e a plenitude? ‒ perguntou Catarina.
– Sim, porque busquei o equilíbrio, confiando nas pessoas e amigos, o que fez a viagem ficar fantástica. Convivi com pessoas e lugares fantásticos por mim desconhecidos. ‒ respondeu Mundo.

Antes de distribuir o material dos alunos, a professora aplicou um exercício de imaginação dirigida. Após a escrita, as respostas foram lidas na sequência do tipo jogral conforme foi indicado pela professora, sob o título Diálogo entre Catarina e Personagens inspirados nos Arcanos Maiores do Tarô.

A produção escrita a ser feita fora do horário da aula teve por tema 'Uma Viagem Fantástica'.

Dentro da aula praticada, 'viagem' ficou com várias possibilidades:
um exercício de imaginação dirigida no qual houve uma viagem que começou com uma conversa entre a 'aluna' e seu mestre interno. A viagem continuou com a visita a uma personagem chamada Catarina;uma entrevista entre Catarina e o Personagem Arcano (Sumo Sacerdote, o Carro;a Estrela; o Imperador; o Enforcado); a recordação de uma viagem 'real' que a 'aluna' fez e por acaso se lembrou, durante a aula ou na hora de fazer a tarefa...
Na metodologia praticada, a viagem pode ser uma metáfora da vida. Por exemplo, se alguém escreve sobre a existência interna, vale sonhar. Invenções que ainda não viraram monumentos, estátuas ou 'bustos' não são mentiras e sim verdades íntimas que se tornarão reais a partir da escrita! Vale inventar mais adrenalina, mais felicidade, mais companheirismo!
Já o título, na maioria dos casos, foi dado após a escrita e leitura do texto pela professora, de forma a atrair os leitores e, obviamente, promover os textos dos alunos.

Segunda Unidade do Curso Oficina de Criação Literária
Iniciou em 18/4/2013, com a Realização de Entrevistas em duplas de Alunos Novos & Antigos.
Objetivos da aula:
‒ interferir na aprendizagem dos alunos de forma a que eles assimilem o que é foco de entrevista;
‒ viver uma situação de colóquio (a chamada conversa 'paralela' é aqui uma atitude esperada, uma regra e também um princípio);
‒ realizar uma entrevista recíproca, em dupla.
O foco da entrevista proposto foi a participação no NETI. As duplas foram formadas a partir do critério de escolha: um aluno novo e um antigo. Dentro da metodologia adotada a situação de colóquio livre foi usada como 'aquecimento'. A entrevista recíproca foi tarefa verbal e escrita com alternância dos papéis de entrevistado e entrevistador para os componentes de uma dupla. Esperava-se que se instalasse uma relação empática de forma a colher contribuições autênticas.
 As entrevistas nas aulas dos dias 24/04 , 02/05 e 23/5, 20/6  foram proferidas pela coordenadora Jordelina (Nina) Schier e pelas professoras Maria Cecília Antonia Godtsfriedt, Mônica Joesting Siedler e Eloá Aparecida Caliari Vahl que ajudaram os novos alunos e a professora da oficina (também nova no NETI) a situarem-se nesse universo específico de aprendizagem.

Os seminários das aulas nos dias 09 e 16/05/2013 se mostraram excelentes instrumentos de aquecimento para a escrita autônoma, assim como de interação entre os participantes. 
REPLANEJAMENTO
No preparo da segunda unidade, a professora refletiu sobre o fato de que "a prática pedagógica que prioriza o saber da professora não desenvolve a autonomia do aluno por si só." Decorreu daí ser necessário incluir o trabalho com colegas de aprendizagem. Dessa forma, reelaborou o planejamento efetuado anteriormente, incluindo seminários realizados pelas alunas.


"MIND MAPPING" & SÍNTESES

No segundo dia reservado aos seminários, a professora disponibilizou ‘mapa síntese’ da produção escrita de cada aluno até então realizada. Os alunos utilizariam para o trabalho de conclusão do semestre, caso achassem oportuno. Ilustração a seguir:


Segue texto produzido por Valda:

“Meu Mapa do Primeiro Semestre”. Por Valda Valdemar de Andrade.
No meu mapa do primeiro semestre registrei: as relações com pessoas, a participação no desempenho do grupo, a atenção recebida por meio de palavras de carinho, os agradecimentos por interagir, a recepção com canto e dança, as histórias de vida contadas por alunas do grupo...
Abraços, calor humano. Projetos de trabalho realizados em grupo. Não faltou a atenção da professora Edna.
Meu projeto atual é ir à busca de novos conhecimentos através desse curso do N.E.T.I. ‒e de outros que virão... Palestras, busca pessoal e com amigos, novas leituras, novos relacionamentos.
Viajei no tempo com histórias contadas e apresentadas pelas alunas do curso. Foi um aprendizado rico que ficará para sempre".

Terceira Unidade do Curso Oficina de Criação Literária
Na aula de 13/6/2013, foi utilizada a técnica de Leitura e Jogo Dramático para a Produção Escrita. O texto O Jardim do Homem Sábio do livro A Volta do Contador de Histórias foi apresentado em dois segmentos e para cada um foi proposta uma atividade diferente, conforme segue.“Era uma vez uma cidadezinha onde todas as casas tinham jardins. Havia o jardim do seu Cravonildo, onde tudo era muito arrumadinho, o jardim da Dona Angélica, onde tudo era muito limpo, o da Dona Margarida que era uma senhora muito espaventada, o da Dona Hortênsia que tinha doze filhos, o da Dona Rosalva que era professora, o da Florípedes que era médica, o do Seu João Urtiga que era grande causador de intrigas. E tantos outros jardins.”
Aquecimento– foram propostas as consignas seguintes: andar na sala/ Andar como João Urtiga ou como Dona Florípedes/ Andar como o ‘Seu’ Cravonildo ou como Dona Rosalva. Quem você escolheria para representar?/ Reunir-se em grupos farão uma pose para‘foto’ do jardim do personagem escolhido.

“Mas havia dois jardins extremamente diferentes.

O primeiro, o do‘Seu’ Floriano, era na verdade uma fábrica de flores. Se uma roseira não tivesse pelo menos doze rosas, ele a expulsava de seu jardim.‘Seu’ Floriano participava de campeonatos internacionais e ganhava muitos troféus.

O outro era do‘Seu’ Jasmim, um velhinho chinês, meu vizinho. Observei esse jardim durante muitos anos sem nada notar de especial.

Porém, certo dia, surpreendi ‘Seu’Jasmim esconder uma lágrima, quando olhava a flor mais feia, mais frágil, num cantinho, isolada. E num esforço maior pude notar que aquela flor débil brotara por entre as pedras ― as pedras que‘Seu’ Jasmim não expulsara de seu jardim.”

Dramatização– foi proposto um diálogo entre ‘Seu’Floriano e ‘Seu’Jasmim, após a escolha dos atores pelo grupo. Após alguns segmentos de falas, foi solicitada a troca de atores.

Após a dramatização passou-se à produção escrita. A história O Jardim do Homem Sábio (publicada em outubro de 2011) dialogou, em 2013, com alunas das Oficinas de Criação Literária do NETI, a saber: Valda Valdemar de Andrade Dulcirene Grein Ferreira, Maria Regina Ribeiro Marcos, Sandra Lúcia Ribeiro de Souza  e outras. Essas alunas das oficinas de criação literária do N.E.T.I. semeiam histórias em vários jardins... Inclusive nos Jardins do Seu Netiativo, conforme compilamos no livreto NOS JARDINS DO SEU NETIATIVO impresso pela professora sem fins lucrativos e para finalidade didática, e do qual constam os seguintes títulos:


Referências

MEROLA, Edna Domenica. A Volta do Contador de Histórias. Blumenau: Nova Letra. 2011. P 13-14.

_______________________ Desbloqueio da Expressão e Técnicas de Redação. Revista da FEBRAP. S.A. Anais do IV Congresso Brasileiro de Psicodrama. Ano 7, número 4, volume 4. PP 20-31. Campinas: DCI Indústria Gráfica. 1984.

_______________________ Aquecendo a Produção na Sala de Aula. São Paulo: Nativa. 2001. 

_________________ O bloqueio da expressão e o ensino de técnicas de redação no Ensino Fundamental. Cidade do Conhecimento, USP (Revista on line). Estratégias argumentativas e exercícios práticos de dissertação.

MORENO, Jacob Levy. Psicodrama. Trad. Bras. 2ª.Ed. São Paulo: Cultrix. 1975.


terça-feira, 28 de maio de 2013

REESCRITA: O USO DA NORMA CULTA. Por Edna Domenica Merola.

Para escrever bem não é necessário saber de cor os coletivos de camelo, lobo, elefante, etc. Mas é preciso fazer cuidadosa revisão do texto, após a escrita. O uso da norma culta associado à utilização de vocabulário usual possibilita que você se comunique por escrito com um maior número de pessoas.

Reescrita de textos digitados no “Word”:
a- Após digitar seu texto é interessante selecionar todo o conteúdo e clicar em layout da página para verificar: orientação= retrato; margens= normal; cores= automático; fonte= times new roman; tamanho=12; b- Clicar em revisão e optar por ortografia e gramática; c- Quando a revisão gerar dúvidas= ir para o google e digitar um nome de dicionário “on line” (Por exemplo: Dicionário Priberam); d- No dicionário digite cada palavra (dúvida em ortografia). Para palavras compostas: tente escrevê-las juntas, se o dicionário não reconhecer, vá para uma fonte geral de pesquisa (o Google, por exemplo) e escreva as 2 palavras separadamente; e- Há pares de palavras que têm a mesma pronúncia. Ex.1: taxa ($) e tacha (cujo diminutivo é tachinha e serve para 'pregar' alguma coisa em algum lugar). Ex. 2: Hesitar e exitar - hesitar é a forma correta quando o verbo significa: demonstrar dúvida; não estar ou não se mostrar seguro; duvidar; vacilar; gaguejar; titubear. Já exitar é o mesmo que ter bom êxito, bom sucesso, resultado satisfatório. Essas palavras são boas para consultar seu significado no dicionário, sempre que forem usadas. f- Uso de verbos + pronomes oblíquos. Ex.: Dê-me o caderno. No "Word", clique em iniciar (no alto à esquerda), depois selecione localizar (no alto à direita) e escreva “me”. O pronome será localizado em seu texto quantas vezes tiver sido usado. Pesquise a regra, usando o Google para consultar gramática e o item “Colocação Pronominal”, corrigindo a colocação feita em seu texto.
g - Rever o uso de crase, usando procedimento análogo ao descrito anteriormente.


Reescrita de textos manuscritos:
Cuidado 1: quando alguém faz um relato oral e utiliza o tempo presente para narrar um fato passado e acontecido com outrem todos entendem. Já na linguagem escrita, é necessário manter o relato no tempo passado para maior clareza. Na narração em discurso indireto, predomina o uso do tempo referido (que é passado, frequentemente). Na narração em discurso direto (fala de personagem), há predominância de verbos no tempo presente.
Uso dos verbos no pretérito passado: para fatos que começam e terminam no passado na hora da narrativa. Uso dos verbos no pretérito imperfeito: para contar fatos repetidos no cotidiano, no passado.

Cuidado 2: palavra cuja pronúncia omite vogais ou imita a vogal da próxima sílaba. Ex.: roupa na fala coloquial ‘apressada’ pode virar “ropa”; ideia pode virar “idea”; envelhecimento pode virar “envelhicimento”, humorada pode virar “humurada”.  Ouviste pode virar “ouvisse”. Significado pode virar “siguinificado”. Mas na escrita é necessário usar a palavra padrão (é a que está no dicionário da Língua Portuguesa do Brasil).

Cuidado 3: Regras de acentuação ( ´ para vogais abertas; ^ para vogais fechadas).

3A‒ Acentuam-se as palavras monossílabas tônicas terminadas em á, ás, é, és, ê, ês, ó, ós, ô, os. Ex.: vê.

3 A 1- Os monossílabos tônicos "céu", "réu", "rói", "mói", "dói" são acentuados.

3B‒ Acentuam-se as palavras oxítonas terminadas em á, ás, é, és, ê, ês, ó, ós, ô, ôs, ém, éns. Ex.: prevê; também, avós, através.

3B1- Acentuam-se as palavras oxítonas "chapéu", "Ilhéus", "herói", "caubói", "corrói" etc.

3C‒ Acentuam-se as palavras paroxítonas terminadas em l, i, n, u, r, x, ã, ão, is, us, ãs, ãos,eis.
Ex.: Possível, níveis.

3C.1‒ Acentuam-se as palavras paroxítonas terminadas em ditongo crescente. Ex.: exercício, humanitário, ciências, assistência, deficiência, importância, memória, história, Lúcia, família.

3C2- De acordo com o novo sistema ortográfico, são eliminados os acentos dos ditongos abertos tônicos que se encontram na penúltima sílaba das palavras, ou seja, o acento desaparece apenas nas paroxítonas. Passamos, portanto, a escrever "heroico", "paranoico", "ideia" e "assembleia", todas sem acento, assim como: "eu apoio" de pronúncia aberta (no Brasil).

3D‒ Acentuam-se todas as palavras proparoxítonas. Ex.: Mônica; Florianópolis, germânica, política, indígena.

3E‒ Acentua-se a vogal “i”que formar sílaba sozinha ou seguida por “s”. Ex.: sobressaíram, saíste.

3F‒ acentua-se a vogal “u” que formar sílaba sozinha ou seguida por “s”. Ex.: gaúcha; conteúdo.
3G‒ A Reforma Ortográfica Acordo Brasil e Portugal (01/01/2009) eliminou quase todos os acentos diferenciais. Como nas palavras: cores, medo, interesse, fora (verbo, advérbio e preposição acidental). Não há mais distinção gráfica entre o substantivo "apoio" (pronúncia fechada) e a forma verbal "apoio" ("eu apoio"), de pronúncia aberta no Brasil. Atenção: pôde (passado) e pode (presente).

Não são acentuados os encontros vocálicos tais como ocorrem nas palavras ideia; plateia. Não se usa mais o trema (Ex.: frequente, consequente).

Cuidado 4: As palavras tais como tarô, tricô, crochê,... já estão em nosso idioma e devem ser escritas sem o ‘t’, no final.

Cuidado 5: dificuldades ortográficas tais como uso de “s,z,ç”. Ex.; extensão, estender, permissão, asilos, pesquisas, amassado, sobressaíram. Dói, mói. Vez, talvez, através.

Cuidado 6: Uso da crase. Quando o verbo for acompanhado da preposição 'a' e de uma palavra feminina. Crase é a fusão da preposição a + artigo a. Ex.: Vou à (a+a) escola. A ocorrência de crase é marcada com o acento grave (`). A troca de escola por um substantivo masculino equivalente comprova a existência de preposição e artigo: Vou ao (a+o) colégio. Ex.: Vir à tona; às 9 horas.

Cuidado 7: O til (~) é usado para sinalizar que a vogal é nasal. Ex.: fã.

Cuidado 8: As siglas são todas com letras maiúsculas. Ex.: Acre – AC; Alagoas – AL; Amapá – AP; Amazonas – AM; Bahia – BA; Ceará – CE; Distrito Federal – DF; Espírito Santo – ES; Goiás – GO; Maranhão – MA; Mato Grosso – MT; Mato Grosso do Sul – MS; Minas Gerais – MG;Pará – PA; Paraíba – PB; Paraná - PR; Pernambuco – PE; Piauí – PI; Rio de Janeiro – RJ; Rio Grande do Norte – RN; Rio Grande do Sul – RS; Rondônia – RO; Roraima – RR; Santa Catarina – SC; São Paulo – SP; Sergipe – SE; Tocantins – TO.


ADENDO EM 17/5/2016. SUGESTÕES DE LEITURAS

‒ Para escritores iniciantes que pretendem escrever sobre fatos da infância recomendo a leitura do livro Infância (Graciliano Ramos) e do Conto de Escola, de Machado de Assis, disponível em: http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/bv000268.pdf .

‒ Para quem gosta de escrever sobre a existência (sentimentos, emoções, perdas) indico a crônica Os Flamboyants, Rubem Alves.

‒ Para quem escreve poesias indico ler Mensagem (Fernando Pessoa), O livro do Desassossego (Bernardo Soares); Estrela da vida inteira (Manuel Bandeira).

‒ A todos indico o conto Pirlimpsiquice (Guimarães Rosas) https://www.youtube.com/watch?v=e1DwcTjwuWM