quarta-feira, 18 de dezembro de 2024

Tudo poderia ser diferente (MEROLA, E. D. e outros Amazon, e-book, 2022)

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A leitura de O setênio (MEROLA, 2024) convoca a indagar sobre o binômio democracia X fascismo. Necessário informar que a autora construiu um "Rol necessário" cuja apresentação em ordem alfabética, no blog Aquecendo a Escrita, iniciou em 01 de dezembro de 2024.

TUDO  PODERIA SER DIFERENTE  – título da coletânea MEROLA, E. D. e outros Amazon, e-book, 2022.

De Absinto Pioneiro a Lara Pia - O setênio (MEROLA, 2024)
De resto, só sei que foi assim que a saga da família Machado de Alencar Carlos Gomes reuniu fatos históricos, musicais, literários, parlamentares... Sem culpa... pela aderência aos duplos malignos: concentração de renda e injustiça social; injustiça social e uso da coisa pública como se fora privada; uso da coisa pública como se fora privada e delação premiada (9); delação premiada e imunidade prisional parlamentar, imunidade prisional parlamentar e concentração de renda... Num círculo vicioso em que...
– Tudo poderia ser diferente. Do corpo ao corpus.  (MEROLA, 2024, p 106).


ADENDO SOBRE O ROMANCE "O SETÊNIO" 

Uma personagem septuagenária confessa suas impressões sobre o setênio inaugurado em janeiro de 2016 e vivenciado até oito de janeiro de 2023 como se “tivesse quebrado um espelho” e, em consequência, tivesse “sete anos de azar”. Ao perceber que a história da república brasileira é marcada pela militarização, desencanta-se e se volta para sua ferida narcísica. Lembranças em torno do uso de casacos vermelhos e da escolha vocacional mesclam-se com percepções sobre as campanhas presidenciais de 2018 e 2022. Por meio de personagens ficcionais comparecem aqueles que abatem os demais e os afrontam com ilicitudes. Pela caricatura, desenha a naturalização do personalismo nos atos em prol da ditadura. Retrata o apelo às teorias conspiratórias que abusam da boa-fé e da religiosidade, e redes sociais que se empenham em impedir reflexões sobre educação, cultura e sociopolítica. Desenha um contexto político pedagógico apartado de princípios constitucionais

terça-feira, 17 de dezembro de 2024

7: o verbete SETÊNIO no livro O Setênio (MEROLA, 2024)

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A leitura de O setênio (MEROLA, 2024) convoca a indagar sobre o binômio democracia X fascismo. Necessário informar que a autora construiu um "Rol necessário" cuja apresentação em ordem alfabética, neste blog, iniciou em 01 de dezembro de 2024.

Setênio - espaço de sete anos consecutivos. Em O Setênio compreende o período de janeiro de 2016 a janeiro de 2023. 

Confissão
Foi em 2016. O golpe contra a primeira mulher reeleita presidenta do país foi, para mim, como se eu tivesse quebrado um espelho. Desde então, tive sete anos de azar. Sei que a crença em sortilégios é um pecado. Desta feita, o primeiro item a ser assinalado no presente rol de confissão é a crença na maldição do setênio. Confissão (MEROLA, 2024, p 20).


ADENDO SOBRE O ROMANCE "O SETÊNIO" 

Uma personagem septuagenária confessa suas impressões sobre o setênio inaugurado em janeiro de 2016 e vivenciado até oito de janeiro de 2023 como se “tivesse quebrado um espelho” e, em consequência, tivesse “sete anos de azar”. Ao perceber que a história da república brasileira é marcada pela militarização, desencanta-se e se volta para sua ferida narcísica. Lembranças em torno do uso de casacos vermelhos e da escolha vocacional mesclam-se com percepções sobre as campanhas presidenciais de 2018 e 2022. Por meio de personagens ficcionais comparecem aqueles que abatem os demais e os afrontam com ilicitudes. Pela caricatura, desenha a naturalização do personalismo nos atos em prol da ditadura. Retrata o apelo às teorias conspiratórias que abusam da boa-fé e da religiosidade, e redes sociais que se empenham em impedir reflexões sobre educação, cultura e sociopolítica. Desenha um contexto político pedagógico apartado de princípios constitucionais

segunda-feira, 16 de dezembro de 2024

Ricardo III: o usurpador do poder que armou "conspirações, falsos perigos"

 A leitura de O setênio (MEROLA, 2024) convoca a indagar sobre o binômio democracia X fascismo. Necessário informar que a autora construiu um "Rol necessário" cuja apresentação em ordem alfabética, neste blog, iniciou em 01 de dezembro de 2024.

Ricardo III  – personagem homônimo à peça teatral escrita por Shakespeare que retrata a ascensão maquiavélica de Ricardo III na disputa do trono da Inglaterra e sua iminente queda.

Ficção ou não?
[...] em 2018, um candidato quase desconhecido [...] embalou de maneira vertiginosa e acabou galgando seu lugar no pódio devido a narrativas controversas. Eis como conto aquela cena – ficcional ou não:
– A facada
(Apresentação musical em Nagô. Findo o canto, na boca de cena, uma tela assinada por Da Vinci paira no ar como se estivesse pendurada na quarta parede dessa apresentação que, em seu final inconcluso, arremeda um psicodrama público.).
Na plateia, certos sorrisos se esvaem ao fitar Mona Lisa que agora tem olheiras fundas, cabelos desalinhados e brancos, dentes amarelados. 
Ricardo III  levanta da cama hospitalar do fundo do palco, e caminha até Mona Lisa. No tocante a como chegou ao poder, confessa:
Determinei tornar-me um malfeitor
Armei conspirações, falsos perigos…
Talquei?
Sai de cena Ricardo III, pois precisou ir para o município paulista de Queiroz. 
Ficção ou não? (MEROLA, 2024, p 57).

ADENDO SOBRE O ROMANCE "O SETÊNIO" 

Uma personagem septuagenária confessa suas impressões sobre o setênio inaugurado em janeiro de 2016 e vivenciado até oito de janeiro de 2023 como se “tivesse quebrado um espelho” e, em consequência, tivesse “sete anos de azar”. Ao perceber que a história da república brasileira é marcada pela militarização, desencanta-se e se volta para sua ferida narcísica. Lembranças em torno do uso de casacos vermelhos e da escolha vocacional mesclam-se com percepções sobre as campanhas presidenciais de 2018 e 2022. Por meio de personagens ficcionais comparecem aqueles que abatem os demais e os afrontam com ilicitudes. Pela caricatura, desenha a naturalização do personalismo nos atos em prol da ditadura. Retrata o apelo às teorias conspiratórias que abusam da boa-fé e da religiosidade, e redes sociais que se empenham em impedir reflexões sobre educação, cultura e sociopolítica. Desenha um contexto político pedagógico apartado de princípios constitucionais

domingo, 15 de dezembro de 2024

Verbete de "O setênio": Paulo Freire

A leitura de O setênio (MEROLA, 2024) convoca a indagar sobre o binômio democracia X fascismo. Necessário informar que a autora construiu um "Rol necessário" cuja apresentação em ordem alfabética, neste blog, iniciou em 01 de dezembro de 2024.
Paulo Freire – Paulo Reglus Neves Freire (1921-1997), pensador, pedagogo, professor e escritor. É patrono da Educação Brasileira. Recebeu o prêmio UNESCO da Educação para a Paz e aproximadamente 40 títulos de Doutor Honoris Causa. Autor de Educação como prática da liberdade (1967), Pedagogia do oprimido (1968), Cartas à Guiné-Bissau (1975), Educação e mudança (1981), Pedagogia da esperança (1992), Política e educação (1993), Pedagogia da autonomia (1997).

Circo de horrores
 
Yo tengo tantos hermanos/Que no los puedo contar/Y una hermana muy hermosa/Que se llama libertad (Atahualpa Yupanqui) 

O pesadelo que começara com um golpe em 2016, dois anos depois redundou num acontecimento inimaginável: o Inominável – para uns – ou Mito – para outros – foi eleito. Em consequência, de 2019 a 30/10/2022, houve espetáculos diários no Circo de Horrores. [...] acabaram com as especialidades científicas: donas de casa se pronunciando como sociólogas ou economistas e inventando explicações sobre comunismo e socialismo sem terem lido uma linha realmente escrita por Marx e Engels. [...] Abalaram o estado de direito, tentaram destruir a escola pública, laica, civil, presencial e de qualidade. Desrespeitaram a memória de Paulo Freire e barraram o trabalho de seus seguidores vivos. (MEROLA, 2024, p 24).

ADENDO SOBRE O ROMANCE "O SETÊNIO" 

Uma personagem septuagenária confessa suas impressões sobre o setênio inaugurado em janeiro de 2016 e vivenciado até oito de janeiro de 2023 como se “tivesse quebrado um espelho” e, em consequência, tivesse “sete anos de azar”. Ao perceber que a história da república brasileira é marcada pela militarização, desencanta-se e se volta para sua ferida narcísica. Lembranças em torno do uso de casacos vermelhos e da escolha vocacional mesclam-se com percepções sobre as campanhas presidenciais de 2018 e 2022. Por meio de personagens ficcionais comparecem aqueles que abatem os demais e os afrontam com ilicitudes. Pela caricatura, desenha a naturalização do personalismo nos atos em prol da ditadura. Retrata o apelo às teorias conspiratórias que abusam da boa-fé e da religiosidade, e redes sociais que se empenham em impedir reflexões sobre educação, cultura e sociopolítica. Desenha um contexto político pedagógico apartado de princípios constitucionais

sábado, 14 de dezembro de 2024

Operação Lava Jato - verbete de "O Setênio" (MEROLA, 2024)

A leitura de O setênio (MEROLA, 2024) convoca a indagar sobre o binômio democracia X fascismo. Necessário informar que a autora construiu um "Rol necessário" cuja apresentação em ordem alfabética, neste blog, iniciou em 01 de dezembro de 2024.

Operação Lava Jato – investigação sobre o funcionamento de empreiteiras em todo o país, assim como da Petrobrás, empresa de petróleo brasileira que teve suas atividades sob suspeição por motivos não só administrativos, mas também políticos partidários. A operação Lava Jato estava em sua 25ª fase em 2016, quando o Congresso Nacional depôs a presidenta que fora reeleita em 2014.

Confissão

[...] Sei que a crença em sortilégios é um pecado. [...] a prática da adivinhação. Desde o começo da operação Lava Jato tive a premonição de que delação premiada ia dar em merd*! Em 2018, também adivinhei que o candidato da extrema direita era um azarão. (MEROLA, 2024, p 20)


Ficção ou não?  

Dois anos antes do início do setênio (1) aqui narrado, a operação Lava Jato (8) provocara a quebra de várias empreiteiras e ainda o desmonte das indústrias naval e bélica. A prática do lowfare (51) fora institucionalizada. (MEROLA, 2024, p 57).


ADENDO I O Setênio (MEROLA, TãoLivros, 2024)

Uma personagem septuagenária confessa suas impressões sobre o setênio inaugurado em janeiro de 2016 e vivenciado até oito de janeiro de 2023 como se “tivesse quebrado um espelho” e, em consequência, tivesse “sete anos de azar”. Ao perceber que a história da república brasileira é marcada pela militarização, desencanta-se e se volta para sua ferida narcísica.  Lembranças em torno do uso de casacos vermelhos e da escolha vocacional mesclam-se com percepções sobre as campanhas presidenciais de 2018 e 2022. Por meio de personagens ficcionais comparecem aqueles que abatem os demais e os afrontam com ilicitudes. Pela caricatura, desenha a naturalização do personalismo nos atos em prol da ditadura. Retrata o apelo às teorias conspiratórias que abusam da boa-fé e da religiosidade, e redes sociais que se empenham em impedir reflexões sobre educação, cultura e sociopolítica. Desenha um contexto político pedagógico apartado de princípios constitucionais.


sexta-feira, 13 de dezembro de 2024

Verbete de "O setênio" (MEROLA, 2024): negacionistas

 Negacionistas - políticos e profissionais da área de saúde que chamaram a covid 19 de "gripezinha".


Anote e divulgue, colega: 

– O número informado dos que morreram em decorrência da covid 19 estão abaixo da realidade; as vacinas existentes são bênçãos, o uso de máscaras é necessário mesmo após à vacinação, assim como todas as medidas de higiene. Quem contraiu não teve culpa, mas os negacionistas contraíram um carma imenso.  (MEROLA, 2024. Tãolivros p. 46).

ADENDO
Uma personagem septuagenária confessa suas impressões sobre o setênio inaugurado em 2016 e vivenciado como se “tivesse quebrado um espelho” e, em consequência, tivesse “sete anos de azar”. Ao perceber que a história da república brasileira é marcada pela militarização, desencanta-se e se volta para sua ferida narcísica.  Lembranças em torno do uso de casacos vermelhos e da escolha vocacional mesclam-se com percepções sobre as campanhas presidenciais de 2018 e 2022. Por meio de personagens ficcionais comparecem aqueles que abatem os demais e os afrontam com ilicitudes. Pela caricatura, apresenta a naturalização do personalismo nos atos em prol da ditadura. Retrata o apelo às teorias conspiratórias que abusam da boa-fé e da religiosidade, e redes sociais que se empenham em impedir reflexões sobre educação, cultura e sociopolítica. Desenha um contexto político pedagógico apartado de princípios constitucionais. 

quinta-feira, 12 de dezembro de 2024

Mais médicos - verbete de O setênio (MEROLA, 2024)

A leitura de O setênio (MEROLA, 2024) convoca a indagar sobre o binômio democracia X fascismo. Necessário informar que a autora construiu um "Rol necessário" cuja apresentação em ordem alfabética, neste blog, iniciou em 01 de dezembro de 2024.

Mais médicos – programa da área da saúde que contratou médicos cubanos para suprir a demanda de tais profissionais em regiões longínquas do Brasil.


MEROLA, E. D. Português para quem? In O Setênio. TãoLivros, 2024, pp 55-56.

 Português para quem?

 

Numa famosa rede social há um grupo que vou identificar aqui pelo nome fictício "Português para quem...".

[...]

 os comentários mais aterrorizantes foram sobre o tema de redação da prova do ENEM realizada no dia 13/11/2022. O tema remontou aos povos tradicionais. Os participantes do grupo que opinaram diziam ser contrários a esse tipo de tema. Não havia informação de suas profissões, mas pela qualidade de sua escrita podia-se inferir que não cursaram a universidade.

A certa altura, uma "agrupada" escreveu uma frase classista:

– Afinal, quem é esse povo?

Após ferver, dei um tempo. E já na minha página, respondi:

Esse povo é aquele que preferia dar vida a Jesus, ao invés de Barrabás.

[...]

É um povo ribeirinho cujos ancestrais morreram de malária, tifo, dengue. Perderam seus bebês para o sarampo, a fome, e a catapora; enquanto Verde Amarelentos tinham crises histéricas por causa da participação dos médicos cubanos no programa Mais Médicos.

 

ADENDO I O Setênio (MEROLA, TãoLivros, 2024)

Uma personagem septuagenária confessa suas impressões sobre o setênio inaugurado em janeiro de 2016 e vivenciado até oito de janeiro de 2023 como se “tivesse quebrado um espelho” e, em consequência, tivesse “sete anos de azar”. Ao perceber que a história da república brasileira é marcada pela militarização, desencanta-se e se volta para sua ferida narcísica.  Lembranças em torno do uso de casacos vermelhos e da escolha vocacional mesclam-se com percepções sobre as campanhas presidenciais de 2018 e 2022. Por meio de personagens ficcionais comparecem aqueles que abatem os demais e os afrontam com ilicitudes. Pela caricatura, desenha a naturalização do personalismo nos atos em prol da ditadura. Retrata o apelo às teorias conspiratórias que abusam da boa-fé e da religiosidade, e redes sociais que se empenham em impedir reflexões sobre educação, cultura e sociopolítica. Desenha um contexto político pedagógico apartado de princípios constitucionais.