domingo, 8 de dezembro de 2024

Verbete de O Setênio: Gato Preto

 A leitura de O setênio (MEROLA,2024) convoca a indagar sobre o binômio democracia X fascismo. Necessário informar que a autora construiu um "Rol necessário" cuja apresentação em ordem alfabética, neste blog, iniciou em 01 de dezembro de 2024.

Gato Preto  –  alegoria referente ao conto de terror de Edgar Allan Poe na apresentação do duplos malignos que comparecem como tônica da política partidária nacional brasileira. 

O Gato Preto é um conto de terror de Edgar Allan Poe (19/01/1809 – 7/10/1849) publicado em 1843. Representa a monstruosidade pelo recurso do duplo: um gato preto que depois de assassinado pelo personagem narrador retorna na vida dele como um ser que encarna o Mal.

MEROLA, E. D. De Absinto Pioneiro a Lara Pia. In  O Setênio, p106

Só adianto que, em 19/08/2043, em meio às comemorações do bicentenário do conto de terror O Gato Preto, em dupla homenagem a Edgar Allan Poe e aos estudos da psicologia da culpa – os habitantes de Carlos Gomes testemunharão uma dupla eutanásia: a dos gêmeos Esaú Absinto e Jacó Absinto.

De resto, só sei que foi assim que a saga da família Machado de Alencar Carlos Gomes reuniu fatos históricos, musicais, literários, parlamentares... Sem culpa... pela aderência aos duplos malignos: concentração de renda e injustiça social; injustiça social e uso da coisa pública como se fora privada; uso da coisa pública como se fora privada e delação premiada; delação premiada e imunidade prisional parlamentar, imunidade prisional parlamentar e concentração de renda... Num círculo vicioso em que...

Tudo poderia ser diferente. Do corpo ao corpus. 

 

ADENDO I O Setênio (MEROLA, TãoLivros, 2024)

 

Uma personagem septuagenária confessa suas impressões sobre o setênio inaugurado em janeiro de 2016 e vivenciado até oito de janeiro de 2023 como se “tivesse quebrado um espelho” e, em consequência, tivesse “sete anos de azar”. Ao perceber que a história da república brasileira é marcada pela militarização, desencanta-se e se volta para sua ferida narcísica.  Lembranças em torno do uso de casacos vermelhos e da escolha vocacional mesclam-se com percepções sobre as campanhas presidenciais de 2018 e 2022. Por meio de personagens ficcionais comparecem aqueles que abatem os demais e os afrontam com ilicitudes. Pela caricatura, desenha a naturalização do personalismo nos atos em prol da ditadura. Retrata o apelo às teorias conspiratórias que abusam da boa-fé e da religiosidade, e redes sociais que se empenham em impedir reflexões sobre educação, cultura e sociopolítica. Desenha um contexto político pedagógico apartado de princípios constitucionais.

 

ADENDO II  - Verbetes de O setênio

Blog: Aquece a Escrita
Post: Verbetes de O Setênio (MEROLA, 2024. Palhoça: TãoLivros) ABSINTO
Link: 
https://aquecendoaescrita.blogspot.com/2024/12/verbetes-de-o-setenio-merola-2024.html


Blog: Aquece a Escrita

Post: Verbete de O Setênio (MEROLA, 2024) :  "E" de EXTREMA DIREITA
Link: 
https://aquecendoaescrita.blogspot.com/2024/12/verbete-de-o-setenio-merola-2024-b-de.html

Blog: Aquece a Escrita


sexta-feira, 6 de dezembro de 2024

Verbete de "O setênio": "F" de Faria Lima

 A leitura de O setênio (MEROLA, 2024) convoca a indagar sobre o binômio democracia X fascismo. Necessário informar que a autora construiu um "Rol necessário" cujo recorte é  apresentado em ordem alfabética, neste blog, ao longo do mês de dezembro de 2024.



Faria Lima – Avenida em São Paulo que aloja o principal centro financeiro do Brasil.

 



MEROLA, E. D. Português para quem? In  O Setênio, pp 55-56

Numa famosa rede social há um grupo que vou identificar aqui pelo nome fictício "Português para quem...". [...]

Mas os comentários mais aterrorizantes foram sobre o tema de redação da prova do ENEM realizada no dia 13/11/2022. [...]

A certa altura, uma "agrupada" escreveu uma frase classista:

– Afinal, quem é esse povo?

Após ferver, dei um tempo. E já na minha página, respondi:

Esse povo é aquele que preferia dar vida a Jesus, ao invés de Barrabás.

É um povo que conhece a fome ancestral e mesmo assim não prevarica.

É um povo que viu chegar as caravanas de um tal Cabral e as viu ir levando o pau brasil.

É um povo cujos ancestrais plantaram cana sol a sol e hoje não são donos das grandes empresas de cachaça.

É um povo que frequenta a Faria Lima pra fazer faxina nos escritórios.

 

ADENDO O Setênio (MEROLA, TãoLivros, 2024)

Uma personagem septuagenária confessa suas impressões sobre o setênio inaugurado em janeiro de 2016 e vivenciado até oito de janeiro de 2023 como se “tivesse quebrado um espelho” e, em consequência, tivesse “sete anos de azar”. Ao perceber que a história da república brasileira é marcada pela militarização, desencanta-se e se volta para sua ferida narcísica.  Lembranças em torno do uso de casacos vermelhos e da escolha vocacional mesclam-se com percepções sobre as campanhas presidenciais de 2018 e 2022. Por meio de personagens ficcionais comparecem aqueles que abatem os demais e os afrontam com ilicitudes. Pela caricatura, desenha a naturalização do personalismo nos atos em prol da ditadura. Retrata o apelo às teorias conspiratórias que abusam da boa-fé e da religiosidade, e redes sociais que se empenham em impedir reflexões sobre educação, cultura e sociopolítica. Desenha um contexto político pedagógico apartado de princípios constitucionais. 


quarta-feira, 4 de dezembro de 2024

Verbete de O setênio: Delação (premiada)

A leitura de O setênio (MEROLA, 2024) convoca a indagar sobre o binômio democracia X fascismo. Necessário informar que a autora construiu um "Rol necessário" cujo recorte é  apresentado em ordem alfabética, neste blog, ao longo do mês de dezembro de 2024.

Delação premiada  – instituída em 2013, trata-se da diminuição da pena ou desconto no valor “desviado” pelo suposto réu da Lava Jato que entregasse seus companheiros. Usada nas apurações de 17 de março de 2014 a 1 de fevereiro de 2021. Historicamente ligada ao lavajatismo que teve por consequências o impeachment de uma presidenta e a prisão de um ex presidente.

Desde o começo da operação Lava Jato tive a premonição de que delação premiada ia dar em *erda!  (O setênio. Confissão. p 20)

Esgar Cia foi deputado estadual em 2000; em 2016 fez uma dívida astronômica em jogo de pôquer, e recentemente é empresário do ramo (gagueja) da... de... delação premiada. (O setênio. Evento Pop. p 63)

ADENDO: O livro O setênio

Uma personagem septuagenária confessa suas impressões sobre o setênio inaugurado em 2016 e vivenciado como se “tivesse quebrado um espelho” e, em consequência, tivesse “sete anos de azar”. Ao perceber que a história da república brasileira é marcada pela militarização, desencanta-se e se volta para sua ferida narcísica.  Lembranças em torno do uso de casacos vermelhos e da escolha vocacional mesclam-se com percepções sobre as campanhas presidenciais de 2018 e 2022. Por meio de personagens ficcionais comparecem aqueles que abatem os demais e os afrontam com ilicitudes. Pela caricatura, apresenta a naturalização do personalismo nos atos em prol da ditadura. Retrata o apelo às teorias conspiratórias que abusam da boa-fé e da religiosidade, e redes sociais que se empenham em impedir reflexões sobre educação, cultura e sociopolítica. Desenha um contexto político pedagógico apartado de princípios constitucionais. 


ADENDO II
- Post: Verbete de O setênio – LOWFARE

Link: https://aquecendoaescrita.blogspot.com/2024/12/verbete-de-o-setenio-lowfare.html

terça-feira, 3 de dezembro de 2024

Verbete de O Setênio (2016-2022): "C" de Cloroquina

SUS 2020 cloroquina sim, vacina não






A leitura de O setênio (MEROLA, Palhoça: TãoLivros, 2024) convoca a indagar sobre o binômio democracia X fascismo. Necessário informar que a autora construiu um "Rol necessário" cujo recorte é apresentado em ordem alfabética, neste blog, ao longo do mês de dezembro de 2024. 

Cloroquina - remédio para malária, mas que foi receitado para covid 19 pelo governo federal brasileiro, em 2020.


Confissão (MEROLA, O setênio, Palhoça: TãoLivros, 2024, p 20)

[...] o primeiro item a ser assinalado no presente rol de confissão é a crença na maldição do setênio. 

[...] 

O quinto: pequei por palavras, já que falei palavrões quando o presidente em exercício, em 2020, imitou moribundo; e mais palavrões quando ele instituiu a carteira de trabalho verde amarela.

O sexto: desobedeci ao chefe da nação (e por tabela a alguns líderes religiosos comparsas dele, né?). Ao invés de morrer me entupindo de cloroquina, sobrevivi usando máscara e lavando as mãos.

ADENDO

O livro O Setênio

Uma personagem septuagenária confessa suas impressões sobre o setênio inaugurado em 2016 e vivenciado como se “tivesse quebrado um espelho” e, em consequência, tivesse “sete anos de azar”. Ao perceber que a história da república brasileira é marcada pela militarização, desencanta-se e se volta para sua ferida narcísica.  Lembranças em torno do uso de casacos vermelhos e da escolha vocacional mesclam-se com percepções sobre as campanhas presidenciais de 2018 e 2022. Por meio de personagens ficcionais comparecem aqueles que abatem os demais e os afrontam com ilicitudes. Pela caricatura, apresenta a naturalização do personalismo nos atos em prol da ditadura. Retrata o apelo às teorias conspiratórias que abusam da boa-fé e da religiosidade, e redes sociais que se empenham em impedir reflexões sobre educação, cultura e sociopolítica. Desenha um contexto político pedagógico apartado de princípios constitucionais. 

segunda-feira, 2 de dezembro de 2024

Verbete de O Setênio (MEROLA, 2024) : "E" de Extrema Direita

A leitura de O setênio convoca a indagar sobre o binômio democracia X fascismo. Necessário informar que a autora construiu um "Rol necessário" cujo recorte é apresentado em ordem alfabética neste blog, ao longo do mês de dezembro de 2024. 

Extrema direita ou Extrema destra – liderada por políticos, empresários, policiais rodoviários e militares que afirmavam que havia fraude nas urnas eletrônicas e queriam o voto “auditável” (o que, na prática, equivaleria ao voto de “cabresto”). Eram simpatizantes do fechamento do Congresso Nacional. Apoiaram os caminhoneiros que fecharam estradas e ocuparam a frente de quartéis. Planejavam a volta da ditadura e incentivaram populares a invadir e depredar os prédios dos Três Poderes, em 8 de janeiro de 2023, numa tentativa de golpe contra o regime democrático. Houve políticos que usaram a tribuna em defesa da transformofobia.



Em 2018, também adivinhei que o candidato da extrema direita era um azarão.  (MEROLA, TãoLivros, 2024, p 20)

Depois da vitória da democracia nas urnas, em 2022, fica o lixo narrativo deixado pelo circo de horrores da extrema destra. (MEROLA, TãoLivros, 2024, p 24)A passagem dos 62 dias posteriores ao segundo turno das eleições presenciais e obviamente antecedentes à posse do vencedor, estabeleceram-se no país jogos narrativos que demarcavam duas realidades paralelas: a dos democratas e a da extrema direita (ou vice-versa!). (MEROLA, TãoLivros, 2024, p  86)

ADENDO O Setênio (MEROLA, TãoLivros, 2024)

Uma personagem septuagenária confessa suas impressões sobre o setênio inaugurado em janeiro de 2016 e vivenciado até oito de janeiro de 2023 como se “tivesse quebrado um espelho” e, em consequência, tivesse “sete anos de azar”. Ao perceber que a história da república brasileira é marcada pela militarização, desencanta-se e se volta para sua ferida narcísica.  Lembranças em torno do uso de casacos vermelhos e da escolha vocacional mesclam-se com percepções sobre as campanhas presidenciais de 2018 e 2022. Por meio de personagens ficcionais comparecem aqueles que abatem os demais e os afrontam com ilicitudes. Pela caricatura, desenha a naturalização do personalismo nos atos em prol da ditadura. Retrata o apelo às teorias conspiratórias que abusam da boa-fé e da religiosidade, e redes sociais que se empenham em impedir reflexões sobre educação, cultura e sociopolítica. Desenha um contexto político pedagógico apartado de princípios constitucionais. 


Verbete com "B" em O Setênio

 A leitura de O setênio convoca a indagar sobre o binômio democracia X fascismo. Necessário informar que a autora construiu um "Rol necessário" cuja apresentação em ordem alfabética, neste blog, iniciou em 01 de dezembro de 2024. 

https://sl.bing.net/jOwSv1WgUhM



Baderneiros – Extremistas de direita que, em 2022, acamparam frente a quartéis do exército brasileiro. Autodenominaram-se patriotas e apoiaram a intentona de 08/01/2023. Chamados de “patriotários” por Edu Krieger (roteirista e músico) numa paródia. O termo passou a ser amplamente empregado pelos progressistas. Os patriotários patricavam o personalismo ou culto exacerbado e cego à pessoa do presidente em exercício 2019-2022.

Uma sobrevivente do setênio (MEROLA, 2024. P 17)

 No dia primeiro de janeiro de 2023, houve a festa da posse presidencial, em Brasília. Estive lá, de corpo presente! E voltei ilesa! Não vou dizer que não tive medo de ser surpreendida negativamente pelos baderneiros que acampavam frente aos quartéis em protesto contra a democracia.

Nossa república começou com o Marechal que os oligarcas chamaram para ocupar o lugar do Imperador deposto. Já o segundo presidente, conhecido por Marechal de Ferro, inaugurou a prática do culto à personalidade do mandante. Tal personalismo, à época, foi denominado florianismo. Fato é que tal pessoa se negou a passar a faixa presidencial para o civil que o sucedeu.

O último dentre os presidentes da ditadura civil e militar instalada com o golpe de 1964  também se negou a passar a faixa presidencial ao civil que o sucedeu.

Tempos passam e nomes se vão... Práticas mudam?

– Por que um civil eleito pelas urnas eletrônicas, em 2018, negar-se-ia a passar a faixa para o rival que o derrotou nas mesmas urnas em 2022?

– Coisas da caserna! Ou talvez o derrotado quisesse ser Imperador?


ADENDO

O livro O Setênio

Uma personagem septuagenária confessa suas impressões sobre o setênio inaugurado em 2016 e vivenciado como se “tivesse quebrado um espelho” e, em consequência, tivesse “sete anos de azar”. Ao perceber que a história da república brasileira é marcada pela militarização, desencanta-se e se volta para sua ferida narcísica.  Lembranças em torno do uso de casacos vermelhos e da escolha vocacional mesclam-se com percepções sobre as campanhas presidenciais de 2018 e 2022. Por meio de personagens ficcionais comparecem aqueles que abatem os demais e os afrontam com ilicitudes. Pela caricatura, apresenta a naturalização do personalismo nos atos em prol da ditadura. Retrata o apelo às teorias conspiratórias que abusam da boa-fé e da religiosidade, e redes sociais que se empenham em impedir reflexões sobre educação, cultura e sociopolítica. Desenha um contexto político pedagógico apartado de princípios constitucionais. 


domingo, 1 de dezembro de 2024

Verbetes de O Setênio (MEROLA, 2024. Palhoça: TãoLivros)

  A leitura de O setênio convoca a indagar sobre o binômio democracia X fascismo. Necessário informar que a autora construiu um "Rol necessário" que será apresentado em ordem alfabética neste blog, ao longo do mês de dezembro de 2024. 

MEROLA, 2024. Ilustração de Cassiano Silveira




Absinto – bebida destilada de coloração verde, criada por volta de 1792 por um médico francês residente na Suíça. Acreditava-se que o absinto potencializa a criação artística e que teria sido utilizada pelo poeta simbolista francês Paul Marie Verlaine (1844 –1896) e pelo escritor estadunidense Ernest Miller Hemingway (1899 – 1961).  







Absinto 

 

Tendo por mote a palavra absinto

Evoco famosos:

Abdutor Verlaine

Abnegador Hemingway

Abjeto Gato Preto (64) e o duplo de Pound,

 

No duplo terror sanitário e político,

Pressenti a ab gênese, até...

Parir palavras:

– Ab amar, ab afagar, ab aconchegar...

– Ab canto...

– Ab sinto... 


NOTA - O Gato Preto – conto de terror de Edgar Allan Poe (19/01/1809 – 7/10/1849) publicado em 1843. Representa a monstruosidade pelo recurso do duplo: um gato preto que depois de assassinado pelo personagem narrador retorna na vida dele como um ser que encarna o Mal.

Nota sobre a Psicologia da culpa e o fantástico na obra de Edgar Allan Poe– a culpa é associada ao pecado. Algumas interpretações do cristianismo atribuem a responsabilidade dos atos maus à influência do Diabo. Na literatura de Edgar Allan Poe,  o Mal não é externo ao ser humano. Seus personagens, ao se desviarem da virtude sublimam o sentimento de culpa por meio do fantástico.

ADENDO

O livro O Setênio

Uma personagem septuagenária confessa suas impressões sobre o setênio inaugurado em 2016 e vivenciado como se “tivesse quebrado um espelho” e, em consequência, tivesse “sete anos de azar”. Ao perceber que a história da república brasileira é marcada pela militarização, desencanta-se e se volta para sua ferida narcísica.  Lembranças em torno do uso de casacos vermelhos e da escolha vocacional mesclam-se com percepções sobre as campanhas presidenciais de 2018 e 2022. Por meio de personagens ficcionais comparecem aqueles que abatem os demais e os afrontam com ilicitudes. Pela caricatura, apresenta a naturalização do personalismo nos atos em prol da ditadura. Retrata o apelo às teorias conspiratórias que abusam da boa-fé e da religiosidade, e redes sociais que se empenham em impedir reflexões sobre educação, cultura e sociopolítica. Desenha um contexto político pedagógico apartado de princípios constitucionais.